De Onde Eu Te Vejo: Filme estrelado por Denise Fraga estreia dia 7

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Estrelado por Denise Fraga e Domingos Montagner, o filme De Onde Eu Te Vejo traz, além de uma história cheia de sentimentos, uma linda homenagem a cidade de São Paulo.

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Ontem, a minha filha Gigi, a colunista do Lógica Feminina, Nicole Gomez, o amigo Ronaldo (Samara7Days) e eu (Thatu Nunes) fomos prestigiar a pré-estreia de De Onde Eu Te Vejo no Cine Belas Artes e, claro, trouxemos uma entrevista exclusiva para os leitores do Lógica Feminina.


Protagonizado por Domingos Montagner (Fabio) e Denise Fraga (Ana), o filme, que é fruto de um trabalho de 5 anos do direto Luiz Villaça – marido de Denise Fraga, tem no elenco Marisa Orth (Olga), Marcello Airoldi (Marcelo), Fúlvio Stefanini (Hélio), Laila Zaid (Fernanda) e Théo Werneck (Kleber).

A primeira coisa que chama atenção é que, diferente da maioria dos filmes produzidos no Brasil, a paisagem que abre o longa contempla a cidade de São Paulo e não a do Rio de Janeiro. E a fotografia faz absoluta questão de mostrar uma São Paulo tão bonita, mesmo diante de seus prédios e luzes, insinuando já de cara que a beleza está nos olhos de quem vê.

A história do casal é contada a partir de sua separação, mostrando com naturalidade as agruras da vida de recém separados, mas que não conseguiram romper os laços, já que são 20 anos de histórias embaralhadas. Morando janela com janela, eles se separam, mas não conseguem romper.

Ana (Denise Fraga) deseja novidades e sua inquietude é tanta que ela não sabe nem o que quer ou o que não quer, muito menos como conseguir, mas deduz que sua insatisfação vem do casamento.

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Fabio (Domingos Montagner), por outro lado, acomodou-se na rotina e acabou fazendo disso seu porto seguro, até que tudo desmorona e ele se vê confrontado consigo mesmo.

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O ponto de equilíbrio fica por conta de Manoela (Manoela Aliperti), filha do casal de 17 anos que dá um show a parte.

É incrível perceber a leitura de que em 20 anos, os dois só voltam a se encarar quando estão cada um em sua janela. E é aí que se dão conta de como se importam um com o outro.

Não é um filme romântico. Não nos moldes dos filmes românticos que vemos por aí. É um filme sentimental, em que a história segue pro rumo que tem que seguir sem truques para levar a um final desejável. E as reações das personagens são esperadas na vida real, mas não nos filmes românticos, onde geralmente as atitudes são ensaiadas, cheias de firula. Esse filme não tem.

É um jeito romântico nada romântico de ser. O romântico de cada dia, aquele romântico só por ser assim como é, sem ter que parecer romântico.

Com um certo tom de alívio cômico, o filme trata as questões desgastantes da vida a dois com leveza, a fim de nos fazer perceber o quanto levamos a ferro e fogo tantas coisas bobas, até que finalmente acabamos por destruir aquilo que nos mantém realmente bem.

As participações de Juca Oliveira (Afonso) e Laura Cardoso (Yolanda) com suas epifanias que completam a narrativa, são incríveis e essenciais para sairmos do cinema respirando fundo e prestando mais atenção ao outro.

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Esse filme vale a pena ser visto no cinema, ao lado de quem você ama, pois você vai chorar, vai rir, vai trocar aqueles olhares que dizem “Isso me lembra alguém” e será, com certeza, mais um elo na história de vocês.


Denise falou com exclusividade para o Lógica Feminina:
Sobre essa linguagem mais casual, mais cotidiana, simples que o filme traz.
Minha parceria com o Luiz (Villaça) desde o Retrato Falado, o 3 Teresas, a série que ele fez (Os Vizinhos), o jeito como escrevo, acho que temos um certo amor por essa coisa cotidiana, meio vida da gente. Mas ele não é fácil de atingir, pois a responsabilidade de um artista é quase como um espelho para a plateia: “Olha como nós (seres humanos) somos ridículos. Olha como complicamos a vida” e o filme tem isso.
Sobre o casal precisar se distanciar para enxergar o outro e até a si.
Eles passam, ao se verem de longe, a se verem de perto e até a verem-se. E é uma coisa muito comum num casal, quando se está casado há muito tempo acaba não se vendo, não vendo o outro quando passa a paixão. E quando passa, como se continua a relação?
A dedicação da nossa criatividade.
Muitas vezes dedicamos nossa criatividade exclusivamente ao trabalho e deixamos de lado a nossa própria vida, deixando nossa alegria à própria sorte, quando podemos fabricar alegrias com essa criatividade. Inclusive na relação.
O que a deixa feliz.
Fico muito feliz quando consigo fazer uma obra que as pessoas saem dali com vontade de viver melhor, de viver mais bonito. E com esse filme, depois de cinco anos – porque sou a mulher do diretor então eu vejo desde o começo, desde a folha em branco, vê-lo chegando ao expectador com roteiro lindo de Leonardo Moreira e Rafael Gomes, que fala coisas muito especiais e simples do dia a dia.

Para ver a fala de Denise na íntegra, veja o vídeo que o Ronaldo (Samara7Days) preparou para nós:


[De Onde Eu Te Vejo, Brasil, 2014], de Luiz Villaça (Warner). Gênero: comédia romântica. Elenco: Denise Fraga, Domingos Montagner

ESTREIA: 7 de abril em todo o Brasil

Romântica, mas de um jeito nada romântico. Escrever é como construir uma colcha de retalhos: vou juntando pedaços de histórias, sentimentos e pensamentos meus, seus, de outras pessoas. E a cada vez que você me lê, me cita e me compartilha, enche meu coração de alegria e mostra para alguém um pouco mais de você, de mim e, claro, dela mesma.

Amo escrever, mas amo mais ainda ser lida. ♥

Mãe de Adolescente

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