Não deixe o romantismo te cegar

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O romantismo é algo delicioso, mas muitas vezes nos deixa incapaz de visualizar coisas óbvias, não é mesmo? Por conta disso, é importante que você não deixe o romantismo te cegar.

É tão bom viver aquela fase “pisando em nuvens”, né?

Sentir aquela sensação única de que tudo está perfeito, pois somos amadas por quem amamos… Desejar que tudo seja para sempre perfeito e lúdico como foi naquele primeiro dia. Quem nunca, né?

Eu adoro! Faz bem para a alma, coração, pele, mente, pra saúde, pra tudo!

Mas não podemos nos deixar levar apenas pelo romantismo e pela sensação de que tudo será sempre perfeito, pois isso nos coloca seriamente em risco de ficarmos cegas e, de repente, sermos feitas de trouxa.

romantismo cega 01Isso não significa que você deva simplesmente deixar de ser ou curtir o romantismo e a paixonite na sua relação, não. Pelo contrário! Tem mais é que curtir e tentar manter esse clima o máximo de tempo.

Também é importante manter a lucidez e a atenção para detalhes que podem significar muito mais do que queremos e gostaríamos.

Quando imbuídas do clima romântico tendemos a baixar a guarda e a crer nas coisas sem questiona-las e é aí que mora o maior perigo de ser trouxa.

No blog Psicob, encontrei a seguinte definição:

Na Psicologia, o amor é definido como sendo, não simplesmente o gostar em maior quantidade, mas sim um estado psicológico qualitativamente diferente. Isto porque, “ao contrário do gostar, o amor inclui elementos de paixão, proximidade, fascinação, exclusividade, desejo sexual e uma preocupação intensa.”

Mas essa “preocupação intensa” não é conosco, não é com nosso bem-estar e, poemas a parte, também não é com o bem-estar puro e simples do outro. É em manter o outro próximo, em manter a relação, em manter o outro sendo nosso parceiro.

Temos essa ideia equivocada de que nos preocupamos com o outro, mas basta observar que se o outro faz algo que não consideramos favorável à relação ou a nós, pronto. Dane-se o bem-estar dele. À exemplo de quando uma das partes para de gostar e quer sair da relação, mas a outra faz tudo para segura-lo ali. Está claro que o bem-estar do outro, que não está mais satisfeito na relação, pouco importa.

E é justamente por conta dessa preocupação em manter a pessoa ali, mesmo aquém de suas vontades, que o romantismo pode ser um grande veneno. Pois é nele que nos agarramos quando queremos fazer as coisas parecerem ainda serem como quando andávamos nas nuvens.

romantismo cega 02Nessa hora é que o romantismo se torna areia movediça e nos prende a algo que não é mais sólido, confiável e que afunda e nos engole.

Nos tornamos refém dos nossos anseios e acabamos por nos submeter a situações absurdamente cruéis, tanto quanto a pessoa que dizemos amar, também.

O romantismo tem que ser o tempero, o gostinho da relação. Aquilo que nos mantém com vontade de cuidar, de manter a relação com a chama viva, desde que isso não custe o preço de nossa dignidade e nem o sofrimento da pessoa – e nem nosso, claro.

A partir do momento que ele é usado como moeda de troca, como único fio que liga o que a relação era e o que ela é hoje, é sinal de que é o momento de desapegar (Veja 4 dicas de que é hora de desapegar).

Cuide-se. Cuide de quem você ama, cuide da sua relação. Seja romântica, aproveite o romantismo ao máximo, mas não deixe que ele te cegue.

Romântica, mas de um jeito nada romântico. Escrever é como construir uma colcha de retalhos: vou juntando pedaços de histórias, sentimentos e pensamentos meus, seus, de outras pessoas. E a cada vez que você me lê, me cita e me compartilha, enche meu coração de alegria e mostra para alguém um pouco mais de você, de mim e, claro, dela mesma.

Amo escrever, mas amo mais ainda ser lida. ♥

Mãe de Adolescente

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