O dia em que saí vestida de mendiga e encontrei meu ex namorado

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Ex-namorado é aquela coisa: foi maravilhoso enquanto pode, mas depois que deixou de ser, caprichou em ser uma merda.

Ok. Na verdade, meus ex são ótimos. Não tenho mesmo do que reclamar e a frase acima foi só pra criar empatia de 99% das mulheres.

Ocorre que ontem passei por uma situação bem engraçada com um ex meu. Um ex bem ex, daqueles ex de quando a gente ainda sonha em casar com o primeiro namorado, depois com o segundo… Por aí…

Estava eu num daqueles dias em que você pensa: “Vou sair de casa do jeito que estou, afinal vou só até ali no bar da esquina mesmo. Então não haverão surpresas.” ERRO FATAL.

Pois saí vestida COM A CALÇA DE MOLETOM DO MEU MARIDO QUE TEM 1,90m de altura e uma blusa de moletom mais velha que minha bisavó.

A caminho da bar, tudo perfeito. Eu e minha companheira, a garrafa retornável de Coca-Cola. Só que ao avistar a porta lateral do bar fechada, já me deu um calafrio…

Ando até a porta da frente e: fechada também.

Caras, só quem sabe o que é ficar ansiosa por 200m até comprar uma Coca-Cola me entenderá nesta hora: meu coração acelerou, me deu um branco por alguns segundos e então tive a brilhante ideia…

PLIM (barulho de lâmpada brilhando em cima da cabeça) “Vou andar mais 2 quadras e ir até a padaria”. E fui…

No caminho, alguns meninos de 11, 12 anos soltando pipa e me olhando torto por conta de minhas vestimentas praticamente mendigânticas, mas ok.

De repente, um carro vira a esquina. Continuo a caminhar, quando ele para ao meu lado e: “Thati???”

Respiro fundo e penso: “Conheço esta voz. Sim, sua mula! É a voz de seu ex-namorado. FODEU. Alguém te viu assim. Eu falei pra você pelo menos pentear os cabelos. Eu fa-lei.

IMG_20150209_115453[Eu e minha cara lavada. Bom… Melhor encontrar um ex do que uma inimiga, nessa hora…rs]

Sorri simpaticamente, acenei e disse: “Oi.” e fiz menção de seguir adiante, fazendo daquele momento constrangedor mero momento passageiro. Mas não!

Ele para o carro NO MEIO DA RUA e diz em alto e bom som: “Porra, Thati, agora que te vi assim, toda desmantelada, estou até dando graças a Deus que você me chutou anos atrás”, rindo muito.

Pensei em mil respostas, em sair correndo, em quebrar o carro dele, em chamar a polícia, mas a única coisa que fiz, foi resmungar algo, tipo piada pronta: “Gente que cospe no prato que comeu…”.

Ele, então, perguntou do meu pai, irmãos, avó, filha e marido e eu disse que estavam todos bem.

Ao fim, ele me olha de novo e diz: “Cara, eu estava brincando…” e eu, em tom de vingança: “Não faz diferença. O fora foi dado e não me arrependo, porque meu marido é lindo até quando desarrumado.”.

Ficou aquele climão chato, porém ambos riram e ok. A vida segue. Ele lá, eu e meu jeito descabelado de ser, cá.

E assim se encerra mais um episódio desta minha vida maravilhosa!

Uma foto que não é do episódio de ontem, mas que ilustra bem essa minha “síndrome de mendiga”:

Obs: sim, sou eu de toca na foto. =$

Romântica, mas de um jeito nada romântico. Escrever é como construir uma colcha de retalhos: vou juntando pedaços de histórias, sentimentos e pensamentos meus, seus, de outras pessoas. E a cada vez que você me lê, me cita e me compartilha, enche meu coração de alegria e mostra para alguém um pouco mais de você, de mim e, claro, dela mesma.

Amo escrever, mas amo mais ainda ser lida. ♥

Mãe de Adolescente

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