Se a pessoa te faz se sentir insegura, caia fora!

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Sempre falo aqui que se sentir insegura é da natureza humana. Porque é mesmo! No entanto, ao longo da vida, aprendi uma boa regra para evitar sofrimentos e problemas é que se a pessoa te faz se sentir insegura, caia fora!

Em geral, te fazer sentir insegura é só uma das dezenas de situações que envolveriam uma relação abusiva, mas hoje nem é disso que estamos falando (apesar de ser um assunto importantíssimo!).

A questão hoje é isolar a condição em que a pessoa, ou por conveniência ou por falta de saber como lidar com a própria insegurança, perpetua suas situações de insegurança, seja de forma deliberada ou até sem querer.

A Dra. Camila B. Maués Corregiari nos alerta:

A insegurança pode trazer consequencias indesejáveis e desagradáveis para o relacionamento: ciúmes excessivo, controle, reclamações como falta de carinho ou de atenção ou até mesmo acusações ou suspeitas infundadas de traição.

Dependendo do grau da insegurança, o parceiro terá bastante dificuldade em resolver o problema sozinho. QUando a questáo for mais amena, diálogos e muitas conversas sempre ajudam.

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Talvez seja “sem querer”

Se é “sem querer”, talvez baste apenas um apontamento de que determinadas atitudes te façam mal e acabem te fazendo sentir ainda mais insegura diante de situações que você já tem dificuldade de lidar e a pessoa passará a ter mais atenção, evitar e, com o passar do tempo e de algumas demonstrações suas de desconforto (Fale e seja sempre clara!), já sejam suficientes e ok, problema resolvido.

Talvez seja querendo

Agora, se a situação é deliberada, aí tem algo muito errado.

A pessoa pode ser insegura e achar confortável transferir a responsabilidade para você

Pode ser porque ela não lide bem com a própria insegurança e, por conta disso, transfira à você a responsabilidade disso ou tente amenizar a própria insegurança vendo-a sentir-se da mesma forma.

Contudo, apesar de sabermos a razão e entendermos a origem do problema, isso não pode se tornar uma justificatvia para que este comportamento permaneça.

Pelo contrário, se a pessoa o faz para se aliviar de sua insegurança sem se importar com o sofrimento causado para com a pessoa que diz amar, convenhamos, não é uma ação que se possa dizer ok.

A pessoa o faz porque sabe que alimentando sua insegurança pode te manter “nas rédias”

Neste caso, trate-se da mais clara filhadaputagem e a pessoa faz isso por saber que assim fica mais fácil te manter dentro dos parâmetros confortáveis A ELA.

Quer dizer: a pessoa, deliberadamente e de caso pensado, cria situações onde sua insegurança será reforçada para que você tenha medo de não mais conseguir arrumar alguém em caso dele te deixar, por exemplo.

Ou para que você se sinta incapaz de ser você mesma e, com isso, passe a ser exatamente quem essa pessoa quer que você seja, demonstrando claramente que esta pessoa não gosta de você como é, mas gosta de ter você ali, para sua própria serventia, somente.

É hora de cair fora?

Em muitos casos, a gente tem que desistir. Não porque sua mãe acha isso, não porque sua amiga acha e nem porque essa postagem disse, mas porque você está se perdendo de si mesma.

Não é nada fácil perceber, assumir e concordar que a pessoa que amamos nos faz mal, mesmo que nos ame de volta. Eu sei que não é. Mesmo assim, é muito importante sabermos que temos limites para que não nos tornemos reféns de nossas próprias vontades e comecemos a aceitar migalhas emocionais, pois todos merecemos muito mais do que apenas isso.

No entanto, antes de tomarmos esse passo, é importante que nos certifiquemos de que a pessoa realmente não quer mudar e até acha que esse comportamento é parte da personalidade dela “Eu sou assim mesmo e quem quiser, bem. Quem não quiser, cai fora”. Se não for esse o caso, então, é bom tentarmos ajudar a pessoa e porque não a nós mesmas antes de decidir desistir, não é mesmo?

Então, para lidar melhor com isso, a Dra. Leila Teixeira, Psicanalista e Terapeuta Psicobionergética, nos deu dicas valiosas. Confira:

  • Proponha uma conversa sincera em um momento oportuno e ouça seu parceiro buscando entender quais são os momentos em que ele sente insegurança. O diálogo é uma forma eficiente de tratar de muitas questões desafiadoras.
  • Reflitam sobre as descobertas feitas e se proponham a encontrar uma forma saudável de estabelecerem um combinado de novas atitudes que proporcione mais parceria e união entre os dois;
  • Procure conversar com seu parceiro de forma sincera, sempre encontrando boas palavras para explicar-lhe a forma que você se sente perante tal situação. Talvez seu parceiro não perceba o seu sofrimento e, ao te ouvir, ele possa passar a refletir antes de tomar atitudes impensadas;
  • Busquem ajuda terapêutica. A terapia ajudará os dois como indivíduos a encontrarem os seus pontos de trauma e desequilíbrio. Com certeza esse é um bom caminho para a evolução e harmonia pessoal e os resultados certamente influenciarão de forma positiva a relação;
  • Empodere-se! Precisamos lembrar que o seu parceiro também é o seu reflexo e semelhantes se atraem. Provavelmente, você tem em si, no campo do inconsciente, alguma questão que a faz se sentir insegura em muitos momentos. Reconecte-se com a sua essência e encontre novamente os seus valores, a sua importância. Perceba o quanto você é especial e sinta que não precisa do conflito para sentir-se amada pelo outro. Fale todos os dias para si que você merece e está pronta para viver uma vida amorosa repleta de paz, amor, equilíbrio e felicidades. Essa dica vale também para o seu parceiro!
  • Façam exercícios de meditação, energização e relaxamento com frequência. Essas práticas os ajudarão na resolução de todos os seus conflitos.

Se após tudo isso não houver mesmo jeito, aí é hora de tomar as rédias da sua vida e uma decisão dolorosa, mas necessária.

No texto “Desisti” eu falo dessa decisão de ir embora mesmo gostando, afinal é melhor desistir de algo antes que seja preciso desistir de si mesma, não é mesmo?

Romântica, mas de um jeito nada romântico. Escrever é como construir uma colcha de retalhos: vou juntando pedaços de histórias, sentimentos e pensamentos meus, seus, de outras pessoas. E a cada vez que você me lê, me cita e me compartilha, enche meu coração de alegria e mostra para alguém um pouco mais de você, de mim e, claro, dela mesma.

Amo escrever, mas amo mais ainda ser lida. ♥

Mãe de Adolescente

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