Distúrbios psicológicos e os tabus – Por uma ansiosa depressiva

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Mãe de Adolescente

Os tabus dos distúrbios psicológicos ainda existe, em pleno século 21.

As pessoas pensam que os tabus dos distúrbios psicológicos já foram superados, mas ainda há muito o que superarmos.

 

É proibido confessar que tem ansiedade. É proibido confessar que tem depressão. É proibido dizer que toma remédio. É proibido dizer que faz terapia. É proibido, proibido, proibido.

A isso se resume a vida de quem convive com distúrbios psicológicos modernos, como depressão, ansiedade, síndrome do pânico, etc. Assim como no século passado não podia falar sobre sexo, agora não se pode falar sobre o que se passa na cabeça.
Todos os dias, de alguma forma, somos testados a um novo fingimento. Se falamos devagar, provavelmente, estamos dopados de remédios, se falamos rápido, provavelmente estamos no meio de uma crise de ansiedade, se paralisamos, estamos em pânico. E por aí vai…

Sabe mesmo do que precisamos? Compreensão! Lidar com ansiedade, depressão, pânico e afins, nada mais, nada menos é igual do que lidar com alguma doença que nos atinge fisicamente. Uma gripe, uma dor de barriga, uma enxaqueca, etc. A única diferença está na visão da sociedade. Nos malditos julgamentos. Nos tabus pós anos 2000.

Quantos de nós lidamos, todos os dias, com uma infinidade de sentimentos, que gostaríamos de explanar, mas que pensamos no que pensarão sobre nós? Quando foi que “ser humano” ficou tão difícil? Quando foi que o julgamento ficou tão fácil? Quando foi que as relações ficaram tão banais e tão descartáveis? Quando foi que aprendemos a facilidade de virar o rosto e fingir que não viu o próximo?

distúrbios psicológicos

Imagem: http://evolcare.com.br/

Num mundo em que a assustadora estatística de um suicídio a cada 40 segundos parece não ser importante para ninguém nós, há muito, deixamos de viver para, simplesmente, sobreviver. Aos julgamentos, as críticas, aos apontamentos, as suposições, a tudo, exceto a simplicidade de ser humano, por ser humano.
Que não nos falte a compreensão de lidar com aquilo que já é tão difícil, particularmente, e que atinge tanta gente, num mundo em que a felicidade das redes sociais ocultam o obscuro da alma, por motivos tão fúteis…

Uma apaixonada por comunicação, com o coração na ponta da língua e a alma na ponta dos dedos. Escrevo sobre a vida e nada me inspira mais do que as pessoas. Gosto de lidar com gente, com suas histórias e suas experiências!

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