Venha ver este mundo, Esmeralda!

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Assistir “Wicked” foi uma grande experiência! O show começou assim que eu entrei no Teatro Renault, onde estão acontecendo as apresentações. Aliás, como sempre, o teatro é imbatível no quesito customização. O teatro inteiro está “verde-esmeralda” (quando você for, vai entender a analogia!), o saguão foi todo decorado com banners com fotos do elenco central e também podemos encontrar o desenho que carrega a marca do musical estampado nas mesas ao redor. Entrando no auditório, você vai encontrar uma enorme estrutura. A banda encontra-se nas laterais do palco, sendo parte do cenário e objeto de interação dos atores. As cadeiras também são customizadas com proteções estampadas com o desenho que leva a marca do musical. Além de copos, baldes de pipoca, tudo customizado.

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O musical tem 2h50, dois atos, com intervalo de 15 minutos entre um e outro.

A história

Devo confessar que a história me surpreendeu. Não era o que eu imaginava, porém, a surpresa foi muito positiva. Tudo começa quando duas garotinhas chegam à faculdade. Uma delas é cadeirante, por isso, sua irmã a acompanha, encarregada de cuidar dela. Mas ela tem uma característica muito especial que a diferencia do resto da turma, que zomba e foge dela o tempo todo. Mas a maior surpresa fica sendo a descoberta de que ela tem poderes, o que faz com que alguns se aproveitem dela. O desenrolar da história vale muito a pena e essas quase 3 horas de espetáculo passam muito rapidamente.

Destaco aqui algumas figuras que fizeram a diferença:

FABI BANG, a doce e frágil Glinda, que ora diverte o público com suas surpreendentes tiradas, ora faz com que a gente sinta carinho por ela, pelas manifestações de carinho com Elphaba. A surpresa começa com a entrada de Glinda em uma bolha, onde ela conta a história vivida antes de “O Mágico de Oz”. Ela não é uma figura completamente do bem, o que a torna mais divertida ainda, pois ela é a típica Patricinha que faz brincadeiras de mau gosto com os colegas. A atriz está brilhante no papel, super a vontade, o que faz com que o público caia na gargalhada várias vezes.

MYRA RUIZ, que dá vida a Elphaba, a feiticeira que cai de surpresa em um lugar onde todos são diferentes dela. Mas com muita coragem, ela mostra a todos (inclusive ao espectador) que é preciso ter coragem para lidar com as diferenças de cada um. Especialmente ela, acredito que causa em quem está assistindo, sensação de empoderamento e força.

CÉSAR MELLO, o Dr. Dillamond. Nesse caso, já o vi em diversos papéis e este, mais uma vez, me surpreendeu. Na pele de um professor em corpo de bode falante, que realmente dá uma aula de sabedoria, o ator também nos mostra mais uma vez a que veio, brilhantemente.

GIOVANNA MOREIRA, que dá vida a Nessarose. Irmã de Elphaba, ela é cadeirante e precisa muito de sua irmã. Acredito que foi a primeira vez que eu vi uma personagem com esta característica, por isso me admirou muito a facilidade com a qual a atriz lidou com algo que essencialmente, não faz parte dela. Nessa hora, a construção de uma personagem é enxergada e aplaudida.

JONATAS FARO, o Fiyero, um mauricinho que chega à faculdade já arrancando suspiros de várias meninas, entre elas, Glinda. Na montagem brasileira, o ator divide o papel com ANDRÉ LODDI. Eu assisti com o Jonatas, então vou falar um pouco dele. Na minha opinião, o ator dá um verdadeiro show de dança e interpretação. Segurou muito bem a responsabilidade da personagem, mostrando bastante naturalidade.

Entrando na parte técnica, destaco VANIA PAJARES, a maestrina que rege o musical. Esta, também já tive a oportunidade de ver em duas montagens anteriores (O Rei Leão e Mudança de Hábito) e não é a toa que ela é tão aclamada. Soube dar vida para a versão brasileira, sem fugir do padrão da original.

O musical também conta com um show de luzes e cores, que é presente todo o tempo no musical. A música DESAFIAR A GRAVIDADE traz um número de levitação de Elphaba, que emociona e leva o público ao choro e aos aplausos.

O teatro

O Teatro Renault encontra-se no centro da cidade, próximo ao metrô Sé e é referência por trazer montagens de grandes musicais, principalmente da Broadway, para o Brasil. Isso, devido a sua estrutura, que comporta espetáculos maiores. Lá dentro, existe uma lojinha com produtos dos musicais em cartaz, entre eles, caneca, camiseta, chaveiro, entre outros. A lojinha pode ser encontrada no saguão principal, porém existe uma menor na bilheteria. O teatro também conta com serviço de lanchonete. O atendimento é impecável, os funcionários sempre muito solícitos, desde a bilheteria até a entrada no teatro.

Não vou contar muita coisa referente ao espetáculo, pois acho muito importante que cada um vá e sinta a própria experiência. A minha foi incrível!

O Teatro Renault fica na Av. Brigadeiro Luis Antonio, 411, São Paulo. Não há previsão de tour do espetáculo devido a sua estrutura, que não é pequena e infelizmente, não são todos os teatros que conseguem receber.

Wicked deve ficar por aqui até o dia 31 de junho.

Para adquirir ingressos:

Telefone: (11) 4003-5588

Bilheteria: de segunda a quarta-feira, das 12h até as 20h, quinta a domingo, a partir das 12h até o horário do espetáculo.

Amo escrever, mas estou longe de me considerar escritora. Falo do que eu amo e do que me toca, sem exceção. Acredito que sonhos podem sim ser realizados, não importa quanto tempo leve para isso.
Mãe de Adolescente

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