Com você eu tenho me sentido feliz. Feliz por estar com você? Sim! Mas mais feliz ainda pois com você eu posso ser até eu mesma, que com você tá tudo bem…

Para ler, recomendo ouvir Carta de Amor, do Jota Quest

É engraçado que sempre quis ser alguém diferente do que eu era, até conhecer você. Eu queria ter tido outro passado, queria ter planejado outros futuros e sempre queria estar em outros presentes.

Depois de você, aprendi a amar o que tenho de melhor: eu mesma.

Parei de viver pisando em ovos, com medo de dizer o que sinto, penso e fiz. Com medo de parecer tola e até burra. Com medo de não ter graça ou de parecer vulgar. Comecei a achar minhas histórias passadas divertidas de contar e deixei de sentir culpa a cada escolha que fiz. Pelo contrário, comecei a ver sentido em tudo o que sou, através de tudo o que fiz.

Me senti tão livre do peso de parecer sempre a que faz tudo certo, que me permiti errar, pecar. Errar por excesso, pela falta, errar por exagerar, por não tomar atenção.

Você me fez sentir humana. Você me incentivou a ser humana. Nunca me cobrou posturas, nunca me pontuou comportamentos. Sempre lidamos com cada situação de forma tão natural e simples que no começo era até estranho ser tão eu. Mas era bom!

E por tua causa comecei a me amar mais como sou e, claro, querendo sempre ser mais eu, só que um eu melhor do que nunca.

Aprendi que não precisaria mais me esconder, nem me envergonhar por nada do que já fui, porque quem já fui, já foi. Aprendi que não precisaria mais negar meus erros, porque deles derivam meus futuros acertos.

Aprendi que para me amar de verdade basta me assumir como sou, sem tirar nem por. E que sempre haverá alguém capaz de gostar de nós assim, bem assim desse jeito, com uma ou outra coisinha para implicar, mas é só para dar graça, porque quando o amor é de verdade, maduro, a última coisa que vence é o orgulho.

E se um dia não dermos mais certo juntos, ainda lhe serei grata, porque você me deu o melhor dos presentes: o amor próprio. Então muito obrigada!

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Romântica, mas de um jeito nada romântico. Escrever é como construir uma colcha de retalhos: vou juntando pedaços de histórias, sentimentos e pensamentos meus, seus, de outras pessoas. E a cada vez que você me lê, me cita e me compartilha, enche meu coração de alegria e mostra para alguém um pouco mais de você, de mim e, claro, dela mesma. Amo escrever, mas amo mais ainda ser lida. ♥

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