Enfie essas migalhas no c*!

Não, cara, você não entendeu errado: enfie essas migalhas no c*!

Por todo esse tempo tive medo de te perder e não percebi que me perdi. Me perdi de mim, de todas as coisas que acredito, que sei que são certas, da minha essência e das coisas que eu sei que mereço.

Talvez você nem seja um cara ruim, mas me faz mal viver submersa nessa eterna esperança de que uma hora será minha vez. Essa vez nunca chegou e nunca chegará, e mesmo que você me dissesse que “AGORA VAI!” e que a partir deste momento você me daria o que tanto quero e espero, eu não iria aceitar. Não iria, porque não se trata do que eu quero, mas do que mereço.

Eu só queria ter você ao meu lado, sonhava que seríamos um casal feliz, que você finalmente me assumisse. Mas merecer, eu merecia tudo isso e muito mais.

Muito mais do que ligações tarde da noite, quando é notório que só me ligou porque não conseguiu nada melhor. Muito mais do que “eu adoro seu jeito”, como se isso quisesse dizer o que eu realmente gostaria de ouvir. Muito mais do que um “:D” quando eu citava a sua @ em um post fofinho em uma rede social.

Eu mereço ser a mulher que alguém tenha orgulho de apresentar à família e aos amigos, que alguém tenha orgulho de dizer: “Esta é a minha parceira, o meu amor”. Mereço ouvir “Eu te amo” antes de desligar o telefone e mereço respostas e postagens calorosas para dizer o quão feliz e bom é estar ao meu lado.

Não é pedir demais que eu só pare meu bonde para subir alguém, quando esse alguém estiver parado na minha ou quiser andar nos mesmos trilhos que eu.

Quero ser chamada de namorada, de “mor”, de “minha”, não no sentido da posse, mas no sentido de proximidade e quero poder dizer: “meu” no mesmo sentido.

Não te culpo por nada. Nem a mim. Na verdade, pouco importa quem são os culpados a esta altura, porque o que mais quero é superar tudo isto e finalmente encontrar alguém que não me considere apenas uma pomba de praça, para quem ele joga as migalhas para manter por perto.

E de nada adiantou eu estar por perto porque sempre que tentei me aproximar um pouco mais, você batia o pé para me assustar e me ver voar amedrontada.

Você não me quer. Você quer a segurança que eu sempre te dei e eu cansei de ser o seu porto-seguro sem segurança alguma.

Por conta disso, acho melhor voar em outros playgrounds, onde eu não precise de migalhas como atrativo e possa brincar por entre as folhas e pessoas, sabendo que alguém finalmente vai me pedir para ficar.

Texto original: Blog Entre Todas as Coisas. Autora: Thatu Nunes

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Romântica, mas de um jeito nada romântico. Escrever é como construir uma colcha de retalhos: vou juntando pedaços de histórias, sentimentos e pensamentos meus, seus, de outras pessoas. E a cada vez que você me lê, me cita e me compartilha, enche meu coração de alegria e mostra para alguém um pouco mais de você, de mim e, claro, dela mesma.

Amo escrever, mas amo mais ainda ser lida. ♥