Filhos adolescentes: a fragilidade e os perigos

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Hoje mesmo estava falando sobre como me incomodo ao ouvir discussões entre pais e filhos adolescentes que contenham gritos, ofensas, ameaças, etc.

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E não estou falando apenas em prol dos adolescentes, não, porque tem muitos pais que passam apertado com seus filhos nessa fase. Filhos desrespeitosos e que acham que sabem tudo da vida, por isso acabam se metendo em confusões e até em situações perigosas escondido dos pais.

Até agora, pareço ter bastante sorte com a Gigi, mas não quero cantar vitória antes do tempo, pois ela ainda mal entrou na adolescência. Nunca se sabe como ela passará por tudo isso, a que tentações sucumbirá e em que momento me deixará de lado para tomar decisões sozinha.

No entanto, é importante fazer um alerta para pais e adolescentes: o diálogo e a compreensão de ambos, um para com o outro é a melhor saída. Parece clichê – e é, mas não existe meio melhor do que o bom e velho “ouvir e falar cada um na sua vez, de forma calma e inteligível”.

Um experimento social compartilhado agora há pouco em minha TL do Facebook por minha amiga Karen me deixou ainda mais consternada e preocupada com essa geração de adolescentes. Assisti ao lado da Gigi, chorei com ela e implorei que ela nunca fizesse como as meninas do vídeo.

Expliquei que é normal se sentir seduzida, tentada e cheia de vontade de conhecer novas pessoas, novas emoções, descobrir as coisas da vida, mas que os perigos são muito grandes e que, por conta disso, é importante que sejamos próximas, amigas, cúmplices e ela compreenda quando eu tiver que vetá-la de algo, mas que na medida de todo o possível quero que ela curta cada momento de sua vida, mas com o máximo de segurança possível.

Nós partilhamos tudo, inclusive ela tem muito orgulho disso com os amigos dela e tudo, mas isso pode não durar por toda a adolescência se eu não for capaz de mostrar pra ela que como mãe estarei disposta a ser sempre:

  1. toda ouvidos para suas versões dos fatos
  2. flexível para entender cada fase, momento, intensão e condição
  3. a respeitar suas escolhas, desde que ela esteja ciente das possíveis consequências, a não ser que isso implique em risco direto contra a vida dela
  4. disposta a explicar cada um dos meus motivos para dizer não, mesmo que eu tenha que repeti-los mil vezes até que ela compreenda
  5. que eu não vou invadir a privacidade dela sem que ela me permita, desde que isso não implique em riscos de vida para ela e que ela colabore amigavelmente quando for necessário que hajam intervenções minhas
  6. que ela nunca se sentirá abandonada, mesmo que faça más escolhas.

Assim eu me comprometi com ela a ser a melhor mãe que eu puder ser, sabendo que vou errar muito, muitas vezes e em diferentes graus e que ela também vai, mas que devo permiti-la aprender com suas próprias frustrações, mas não sem o típico “Eu avisei” que toda mãe que se preze guarda para as melhores horas.

Ser mãe de adolescente é um verdadeiro desafio diário e, pior, contra o tempo. Porque se deixamos passar da hora, acabamos perdendo a chance de construir uma relação favorável não apenas para nós, mas também para eles e aí é quando perdemos a mão, perdemos a vez e a voz.

Não, eu não sei tudo. Na verdade, não sei nada. E talvez (Deus, eu imploro que nunca passe por isso) eu possa ser uma mãe que perceba tarde demais onde errou, que perca a mão, claro! Mas ao menos tenho tentado, acima de qualquer orgulho, acima de qualquer humor, acima de qualquer circunstância e acima do meu próprio ego, ser o melhor que eu possa ser para a Gi e para seus amigos, pois sei o quanto isso também a aproxima mais de mim.

Agora, vejam o vídeo que falei. Vejam com seus filhos e filhas ao lado e demonstrem o quanto de medo, de pavor, de desespero esse tipo de situação nos causa, para que eles entendam que quando dizemos não, não é porque não queremos e pronto. É porque não achamos adequado… E que todos tenhamos muita, muita sorte. AMÉM.

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Romântica, mas de um jeito nada romântico. Escrever é como construir uma colcha de retalhos: vou juntando pedaços de histórias, sentimentos e pensamentos meus, seus, de outras pessoas. E a cada vez que você me lê, me cita e me compartilha, enche meu coração de alegria e mostra para alguém um pouco mais de você, de mim e, claro, dela mesma. Amo escrever, mas amo mais ainda ser lida. ♥

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