Fim de relacionamento: não precisa ter culpado

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Fim de relacionamento é (quase) sempre uma merda para ambos. A não ser que um dos lados tenha sofrido tanto DENTRO da relação, por mais que um lado não queira mais, também é foda ter que escolher entre viver sofrendo ou deixar alguém que já amamos tanto sofrendo.

 

E pior ainda quando os envolvidos ainda se gostam, mas a relação chegou num ponto, numa fase em que continuar traz tantos ônus, tantos desgastes e tantos confrontos, que é sábio seguir a vida. Sem a pessoa, no caso.

 

Os envolvidos

Não porque a pessoa é ruim ou porque você tenha sido ruim para ela (mas pode ser, também). Afinal, a maioria absoluta das relações não tem vilão e mocinho, tem apenas duas pessoas magoadas e cheias e tentando se recomporem de uma devastação emocional.

 

Os amigos e parentes

E aí vem os piores atores dessa trama: os “amigos” e parentes. Que, convenhamos, podem ser ótimos amigos, mas nem sempre são bons em percepção e, muito menos, em nos ajudar a lidar com situações como esta.

Tanto é assim que muita amiga boa, ponta firme mesmo, daquelas de vida e morte, soltam pérolas como “Ele é mesmo um fdp”, quando o cara termina porque não gosta mais ou está a fim de outra, sendo que esta é a mais leal de suas atitudes a ser tomada.

A tal amiga em questão esperava o quê? Que o cara continuasse a relação, mesmo gostando de outra, foda-se o que ele sente, foda-se como a amiga dele possa se sentir só de imaginar isso? Enfim… Consolar alguém é uma tarefa difícil.

E eu nunca fui boa nisso. Tenho o terrível defeito de dizer sempre o que a pessoa precisa ouvir e não o que ela quer ouvir.

E nessas horas sou a amiga que solta um: “Amiga, eu sei que ele era ótimo, mas agora ele tá a fim de outra, então para de ficar tentando culpá-lo porque o mais certo foi ele ter terminado.”

Ou, quando um amigo me pede conselho sobre o namoro que terminou porque os pais dela eram contra e eu digo: “Brother, se você gosta mesmo dela, engole o choro e deixa essa mina em paz, porque tirá-la da família não é nem nunca será atitude nem de homem nem de quem ama”.

Beleza, eu acho que eu deveria ser proibida de ser tão sincera, mas ainda assim, as pessoas me procuram para ouvirem conselhos. Vai ver, elas querem ser consoladas, mas sabem que precisam mesmo é ser empurradas para fora desse poço.

 

Acredite, a maioria das relações não tem vilão. Apenas não deu para continuarem juntos.

E se existe uma coisa que aprendi na vida, é que 90% das relações não tem vilão.

Duas pessoas, cada uma com suas mágoas todas vindo a tona, tendo que se explicar socialmente porque “fracassaram” e aí é que começa aquele jogo de empurra, onde um dá N motivos contra o outro.

E o mais engraçado é observar que o que não queria terminar, sempre é o que mais tem “motivos para a relação ter dado errado”, depois que acaba.

Mas o que quero dizer com tudo isso é apenas que: o fim de uma relação envolve, em 90% dos casos, duas pessoas ótimas que não deram certo juntas. Apenas. Então, não se envolva nos boatos e picuinhas de um e outro, pois você só estará sendo mega escroto e ainda corre o risco de perder um ou dois ótimos amigos.

Fim de relacionamento não precisa ter culpado. Precisa ter motivo e muitas vezes o motivo é alheio a ambos os envolvidos.

 

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