Esse tal de para sempre juntos existe mesmo?

Sempre que vejo um casal terminar, observo como cada um deles lida com as promessas de amor…

A mais comum é o “para sempre”. E como é bom ouvir de alguém que ela quer estar conosco para sempre, né?

Ao terminarem, muitas pessoas cobram isso como se esta promessa acarretasse num contrato vitalício que obriga o outro a estar com ela mesmo que ele não queira mais, que não esteja bom…

Me pergunto então, qual o sentido de amar alguém, se for para obriga-lo a estar comigo mesmo que ele não esteja feliz? Isso não é amor, é egoísmo!

E qual o sentido de cobrar, depois do fim, as promessas de amor?

Elas não tratam do tempo, em si. Mas do intenso desejo de que aquele momento, aquele sentimento, aquela dinâmica dure para sempre. Não que a relação dure para sempre, mesmo depois de tudo mudar, ambos mudarem, desejos mudarem…

“Mas, então, como existem casais que ficam juntos para sempre?”

Simples! O “para sempre” nada mais é do que um dia após o outro, somados, lá no fim das contas. Ou seja? O para sempre hoje, é apenas um desejo e que deveria servir para nos motivar a fazer todos os dias, dias bons para ambos, de forma que façam ambos almejarem o “para sempre” todo dia, para sempre…

Sendo assim, promessas de amor não são promessas. São desejos partilhados. E quando deixam de ser partilhados, quando apenas um tem estes desejos, ele não fazem mais sentido.

E menos sentido ainda, é cobra-los depois do fim: “Você me enganou. Me jurou amor eterno, me disse que ficaríamos juntos para sempre.”

Sim, ele disse. Mas disse diante daquele momento e daquela condição e disse querendo dizer: “Se tudo for sempre como está sendo agora, quero te amar eternamente, quero estar com você para sempre. Ao menos agora, é nisso que acredito e desejo.”

E caso você não entenda isso, sinto muito, mas a única coisa que será para sempre, será seu sofrimento por algo que acabou.

Sendo assim, podemos entender que o “para sempre” é soma de “agoras” que fazemos bem feito para que durem para sempre. Então capriche!

Comentários

comentários

About Author

Romântica, mas de um jeito nada romântico. Escrever é como construir uma colcha de retalhos: vou juntando pedaços de histórias, sentimentos e pensamentos meus, seus, de outras pessoas. E a cada vez que você me lê, me cita e me compartilha, enche meu coração de alegria e mostra para alguém um pouco mais de você, de mim e, claro, dela mesma.

Amo escrever, mas amo mais ainda ser lida. ♥

Comments are closed.