Precisamos conversar…

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“Precisamos conversar…”: Aquela frase que chega dar calafrios quando alguém fala. Seja a mãe, o chefe ou o namorado, ela nunca é bom sinal.

 

Essa frase automaticamente nos faz repensar cada passo dado na vida até aquele exato momento em que a ouvimos, tentando entender o que poderia ter levado a pessoa a ter dito isso.

Afinal, “Precisamos conversar” geralmente precede um fim. Fim de uma regalia materna, fim de um emprego ou o fim de um namoro.

A agonia toma conta. A ansiedade fica tão monstruosa que ficamos tentando saber o que é, perguntando sem parar e acaba sendo até pior, muitas vezes.

Aquele tempo entre a frase e o momento da conversa parecem eterno e torturantes. É uma mescla de medo com ansiedade, com foda-se, com ‘agora já era’, com várias tentativas frustradas de ‘não vou pensar nisso’, intercaladas com ‘mas eu não fiz nada para merecer isso” )”Isso”, no caso, que a pessoa ainda nem sabe o que é).

Mas a questão que me intriga mais é: Por que diabos as pessoas falam para a outra “Precisamos conversar” ao invés de conversar logo ou esperar a hora que é possível ter a tal conversar para falar o que há para ser dito?

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Por que a pessoa avisa e geralmente esse aviso é feito no momento mais inoportuno possível.

Quantos acidentes já não foram causados por um “A gente tem que conversar” dito ao telefone e aí a pessoa ficou agoniada, dispersa e afoita, acabou andando mais veloz e com menos atenção e morreu?

Se você é do tipo que gosta de soltar um “A gente precisa que conversar”, pare! Isso devia ser previsto no código penal como tortura.

Lembro de um namorado meu que soltou um “Precisamos conversar” durante um telefonema. Passei uma noite inteira pensando em algo que pudesse ter feito para que ele terminasse comigo. No outro dia de manhã, fui ao encontro dele e ele só queria me convidar para conhecer sua família no interior de São Paulo.

Porém, sofri uma noite toda.

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