Relacionamento Abusivo: como reconhecer um

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Uma relação abusiva não necessariamente é baseada em violência física. Em muitos casos, a relação tem traços nítidos de um abuso psicológico onde uma das partes tira proveito da outra. 

Geralmente, as relações abusivas são construídas em cima do medo, da insegurança e do receio de ficar na solidão. Assim, a outra parte, acaba percebendo brechas onde pode se prevalecer, manipular ou até controlar a outra. E o mais interessante é que em muitos casos, a parte abusada não se dá conta e até intercede em favor de quem o está manipulando.

 

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Em primeiro lugar, questione-se sobre sua relação. Se você sente medo de perdê-lo só por dizer algo ou ao expor o opiniões é automaticamente levada a crer que está errada sem qualquer argumento, de forma rude ou que te desqualifique, cuidado.

O medo de perder e o “pisar em ovos”, são sinais importantes para que você perceba estar numa relação que não é das mais saudáveis e pode ser um indício também de uma relação abusiva.

  • Suas vontades são respeitadas na sua relação? Ou vocês sempre acabam fazendo o que ele quer, do jeito que ele gosta, quando ele acha melhor?
  • Uma coisa é ele achar que sua roupa está inadequada e falar disso e de como se sente, mas ainda assim, respeitar sua decisão final. Outra, é impor como você deva se vestir a cada situação.
  • Uma coisa é ele brincar com você, ambos tirarem sarro um do outro na frente dos amigos, rirem e contarem histórias. Outra, é ele te humilhar, te fazer sentir mal, falar ou contar coisas que te constrangem.
  • Uma coisa é vocês falarem dos prós e contras de cada ideia nova do outro, mostrando que pode até ser má ideia, mas sem fazer o outro se sentir um imbecil. Outra, é ele te fazer sempre parecer burra, incapaz.
  • Uma coisa é ele sugerir os lugares onde vão, por vezes até dizer que não quer ir em tal lugar ou até mesmo que não gostaria que você fosse em tal outro lugar. Outra, é ele exigir e te intimidar a não ir, por vezes, usando até de ameaças ou chantagens ou sempre decidir onde vão e pronto.
  • Uma coisa é uma vez ou outra serem ríspidos um com o outro. Normal. Até faz parte da convivência. Outra coisa é ele viver sendo grosso, estúpido e até agressivo, puxando, empurrando, beliscando ou até batendo “Ah, mas é só um tapinha besta”.

 

  • Ele é possessivo e tem ciúme excessivo? Pode até parecer cuidado, mas acaba sendo sufocante, sempre tão cheio de questionamentos e perseguições?

 

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  • Uma coisa é ele ser fofo e te ligar ou aparecer de surpresa. Outra, é ele te perseguir, te ligar para conferir se você está onde realmente disse que estaria ou mesmo para ver com quem você está conversando.
  • Uma coisa é ele ter ciúme do seu amigo gato. Outra, é ele te impedir de manter amizade com ele ou com outros e achar que qualquer tipo de conversa com alguém é motivo para ele surtar e dar show.
  • Uma coisa é um ou outro acharem que a culpa é do outro algumas vezes. Normal. Agora, ele te culpar sempre, por tudo o que faz e sente, alegando que ele só reage mal porque você o provoca.

 

  • E suas amigas? Elas vivem tentando te dizer o quanto acham estranho o jeito como você mudou depois de começar a namorar ou como acham bizarro o jeito  que ele te trata?

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  • Vive tendo que esconder dele coisas bem simples, como encontrar ou ligar para amigas ou tendo que explicar cada detalhe do que conversaram?

 

  • Você vive tentando justificar e defender as atitudes dele, mesmo as piores e que até você acha ruins, cada vez que alguém fala disso?

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  • Ele tem regras diferentes para você e para ele? Por exemplo: você não pode sair com amigas, mas ele pode quando quer e acha que deve?
  • Ou você não pode usar a roupa que quer, mas ele pode usar a roupa que bem entende?
  • Ele te faz sentir incapaz de ser amada por outra pessoa? Incapaz de se formar, de ter um trabalho bom, de ser a melhor naquilo que se propõem?

Amiga, cuidado. Esta relação é abusiva ou, se não for, no mínimo é uma relação ruim, que não te traz benefício algum e que pode, sim, evoluir para uma relação violenta. Então é hora de desistir, cair fora.

Não se sinta responsável pelos traumas de alguém, especialmente se essa pessoa tenta te controlar. Seja firme, seja dona de suas próprias decisões e, acima de tudo, acredite: ele não é sua única, muito menos a melhor opção.

Mas é importante ressaltar que o inverso também é inapropriado. Não seja vítima, mas também não seja o elemento que abusa de alguém na relação!

Imagens/inspiração: Wikihow

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