Se é para ser, que seja fácil então…

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A vida toda ouvi as pessoas dizendo que as coisas difíceis era mais valiosas e gostosas e, por muito tempo, acreditei nisso também.

Assim vivi relações destemperadas, que já começavam difíceis e cheias de luta para que pudessem sobreviver até um segundo momento e ir levando, aos trancos e barrancos, muitas vezes à força, na base de chantagens emocionais ou de intermináveis discursos de convencimento.

Com o passar do tempo, comecei a achar tudo tão chato e cansativo que nem mesmo o maior sentimento valia mais a pena diante das tão custosas agruras a se enfrentar.

E talvez por isso tantas e tantas pessoas “tenham medo” ou evitem se apaixonar. Não por medo de se entregarem a alguém, como muitos adoram dizer. Mas por medo de terem que lidar com esse infinito de problemáticas que as pessoas criam e, o que é pior, muitas vezes criam apenas para “valorizarem” a si e à tal relação (conforme o ponto de vista, ao meu ver equivocado, deles).

 

Testar os sentimentos e a pessoa

Uma das coisas que mais me torrava o saco já antes de eu querer algo fácil ou então não querer nada, era essa mania imbecil que algumas pessoas tem de testar o sentimento ou a pessoa através de ciladas e pegadinhas, por exemplo.

Alguns criam situações com amigos e amigas, ligam, inventam histórias, criam cenários e etc.

Outros, ensejam o fim, criam histórias a fim de provocar ciúme e vão conduzindo o outro a uma reação desacerbada, para que possa, então, provar que sentem algo, porque na mente equivocada dessas pessoas, quem gosta sente ciúme, sente posse, age de forma desequilibrada e, claro, precisa viver em constante provação.

 

Criar caso com coisas bobas

Outra coisa que começou a me dar no saco, foram as infinitas brigas por nada. Por nada mesmo, porque eram sempre por motivos tão idiotas que não faria nenhum sentido a pessoa fazer questão daquilo, então eu mesma passava a não fazer, mas aí o motivo da briga passava a ser o fato de eu não fazer questão de algo que, no fundo não tem menor importância, mas que por algum motivo na mente da pessoa deveria ser uma prioridade levava a ferro e fogo vida ou morte.

Lembro-me de um certo rapaz com quem eu fiquei que as DRs com ele eram diárias desde o começo do dia, desde o motivo pelo fato de eu ter respondido “Oi” apenas com um “i” até o de eu ter demorado demais pra responder o “que saudade” e ainda responder apenas com um “eu também”.

Chegou um dia que fiquei tão de saco cheio que simplesmente mandei o fulano à merda e decidi de uma vez por todas que NUNCA MAIS eu iria queria relações difíceis e isso incluiria o começo, meio e fim.

 

Se for pra começar difícil, eu já nem começo

Daí para a frente desenvolvi uma teoria que aliada ao meu sistema de critérios, nunca mais deu ruim na vida.

Desde então só tive experiências ótimas. Algumas não duraram por questão de conveniência, outras por falta de objetivos em comum, mas uma coisa que considero positiva, foi: nunca mais me enfiei em relações doentes, cheias de regras imbecis e, claro, com nenhum desses doentes mentais que acham que relação é prova pra entrar no exército.

 

Valorizando a relação, a outra pessoa e a si mesma (de verdade!)

Comecei a valorizar as coisas que fluíam fáceis, que eram simples e que, independente do que eu dissesse ou fizesse, ainda aconteciam porque ambos estávamos a fim de algo sem aquele monte de dificuldades chatas que, como diziam os doidos ali de cima do texto, “valorizavam” a relação.

Comecei a perceber que o que valorizava de fato a relação, era ela ser legítima, autêntica, fluída, gostosa e o que ME valorizava de verdade era eu saber aproveitar a coisa toda de forma a ser bom para mim, durasse o quanto durasse, sabendo que uma hora uma dessas iria acabar durando mais e sendo mais séria, porque elas simplesmente tem mais lados bons do que ruins para ambos.

Passei a não apenas não aceitar mais esses testes, regras e casos idiotas, como também a não cair na tentação de acabar criando-os.

Resultado: passei a ser alguém muito mais agradável e a atrair pessoas muito mais agradáveis também.

Então, fica a dica: prefira e seja alguém fácil e simples. Vale muito mais a pena!

Afinal, se é para ser, que seja fácil, porque assim será bom!

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