Uma história de generosidade

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Eu hoje quero compartilhar um momento bem pessoal e de uma demonstração de generosidade incrível.

Não, não será uma fanfic, muito menos acontecida em algum trem. Trata-se de uma história real e pessoal que envolve gente da minha família mesmo.

Muitos que leem agora sabem que sou viúva há sete anos e casada novamente há três. Ocorre que meu atual marido Dressler não tem mãe, então mantive a mãe do meu falecido esposo como sogra. A Vi, como a chamo carinhosamente.

Vi é uma mulher aguerrida, imponente, dona de uma força incrível. Ela sempre dá um jeito de resolver absolutamente tudo sozinha. Tudo mesmo! Eu realmente a admiro muito, além de amá-la intensamente.

Eu tenho certa dificuldade de demonstrar carinho por ela, apesar desse amor que sinto. Receio que seja por conta desse jeitão dela e como fui criada para demonstrar carinho sempre que sentia vontade, de forma bem natural, algumas vezes sinto vontade e acabo falando, mas percebo que ela fica meio sem graça.

Dressler, meu atual marido, também demonstra carinho bem facilmente por nós de casa. Mas pra pessoas de fora, ele tem mais dificuldade mesmo. E, de certa forma, ele tem um jeitão bem parecido com o da Vi, além de concordarem em quase tudo.

Mas o que quero falar, não é sobre o que sinto, nem sobre o jeito deles. Isso tudo foi só para ilustrar como, apesar de terem esse jeito deles, eles encontraram um jeito de interagirem entre eles que acho muito lindo e demonstra uma generosidade incrível, especialmente dela, em aceitar de coração aberto o cara que teoricamente tomou lugar do filho falecido dela. Teoricamente, porque na prática, ambos tem seus devidos lugares resguardados e tem lugar para ambos em nosso corações, mentes, histórias, tudo.

Ontem, eu pretendia visitar a Vi, já que fiquei sem carro e fazia mais de um mês que não ia. Avisei o Dressler que íamos quando ele me falou que não poderia, pois tinha combinado uma live colab com um outro streamer.

Foi então que falei que íamos só Gigi e eu e ele, então, com um olhar um tanto contrariado e uma voz bem tristucha, disse: “Sem eu?” e eu, já achando fofa a reação dele, mas querendo saber mais, perguntei: “É, ué? Tem problema?”. Ele abaixou os olhos e, com voz ainda mais contrariada: “Ah, não né? Então tá bom…”.

Vendo aquilo, óbvio que eu não iria sem ele. Fui avisa-la que não poderíamos ir e que iríamos no dia seguinte, mas não contei isso pra ela.

Tem horas que tenho vontade, mas é como se eu estivesse tentando forçar algo entre eles que já é tão natural e nítido, sabe? Um carinho que nasceu de pessoas e em situações tão pouco prováveis, mas que me mostra o quanto podemos ser melhores ao nos abrirmos para os sentimentos.

E, sabem, de todos quem mais ganha com isso? A Gigi, porque ela não precisa viver entre um e outro e poder ter ambos, inclusive juntos, por perto.

Para resumir, me sinto tão agraciada por ser cercada de pessoas assim, pois tudo poderia ser muito mais complicado, difícil e doloroso se um deles ou ambos resolvessem criar caso um com o outro.

Espero, de verdade, que essa história inspire todos nós a nos abrirmos para novos olhares e sentimentos, mesmo em situações que pareciam pouco óbvias.

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